domingo, 28 de setembro de 2008

A chave

Acorrentei meus punhos
Em seu dorso,
Prendi a chave no seu bolso
E não me libertei.
Desde então fui prisioneira,
Na minha cabeceira,
O livro deste romance.
Cada nuance da guerreira
Descrito minuciosamente,
Seu lábios e seus dentes
A me suplicar...
Urros de prazer,
Almeja se atrever a me ter e se fartar
De minha carne quente,
Lambuzar-te de prazer e de repente
Vestir-te e me abandonar.
Mas retomo contato,
Vasculho seu casaco
E do bolso sai meu triunfo.
Agarro as chaves da liberdade,
Destranco meu peito das grades
E ao vento lanço-me à sorte
De uma vida sem as amarras
Que me condenavam à morte.

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2 comentários:

Franciscus Danton disse...

Libertação... Nada melhor quando o que nos prende só nos está fazendo mal!

(:

Victor Canti disse...

todos temos a chave ao alcance, basta querer...
certa vez escrevi isto:
"Estou em uma cela no qual eu mesmo me tranquei, atraído e confundido, com medo porém seguro, sem saber se jogo a chave fora ou fujo mais uma vez..."