quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Adiante

Embriagada de veneno,
Espanto a dor e o lamento,
Entrego-te a taça
E finco-te a lança impregnada
De mágoa.
Celebro o fim
Da menina dedicada,
Contemplo a chegada
Da mulher ousada,
Que direciona
Seu semblante adiante,
E abandona-te às ruínas
De sua própria sorte.
Deleite-se do líquido
Contido na taça
E se faça forte,
Pois verás meu triunfo
E o fim da morte
Que abracei e resguardei
Para proteger o que só me fez padecer.

2 comentários:

Victor Canti disse...

sempre em frente...
o fim da morte é a busca...
bjs

Franciscus Danton disse...

Sim! Sim! Não podemos parar!!! Quem pára deixa passar!

(: