domingo, 19 de outubro de 2008

Afago

O vazio aflora,
Comprime o peito
E me devora viva.
Lágrimas, suplico
Que derramem-se
Em minha face afora,
Mas os olhos renegam a súplica
E a única sensação experimentada
É o tudo repleto de nada.
Vida emaranhada
De surrealidade,
Em meio à imensidão vaga
De minhas verdades,
Reviro do avesso os tropeços
E busco o afago
Que ainda não vivencio
Em meus contatos.

2 comentários:

Franciscus Danton disse...

Desse lado sempre há um afago... Um abraço... Um amigo! Adoro!!!

(:

Victor Canti disse...

o espaço pode estar vago momentaneamente, mas com certeza, logo virá o afago..