terça-feira, 11 de novembro de 2008

Distante

Te vejo à distância,
Estendo os braços
E minha mão não te alcança.
Desvio os olhos da esperança
Por meu medo.
O desejo engrandeço
E vejo que o apreço
Singular é surreal.
E utópicos são os laços que lancei
Em seu quintal ameno.
Minha face exposta ao sereno
Teme a tempestade,
Mas abstém-se de sair do nevoeiro
Sem molhar a face,
Em interface com a coragem e o medo
De transformar o sonho em amargo pesadelo.

2 comentários:

Victor Canti disse...

por mais que sintamos medo, a coragem, tem que sobressair, vencer as distâncias...

Franciscus Danton disse...

O medo é do homem... É necessário! Com ele crescemos, ganhamos, vivemos. Mas sem parar! Desistir é para os fracos. Não é o que somos, não é?

Adoro!

(: