quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Patentear

Curiosidade desmedida,
Tempo despendido
E infinito de possibilidades
A desbravar veladamente
Os mistérios que permeiam
Minha mente.
As causas dos acasos,
Os rastros do contato cotidiano.
Tamanho pranto silencioso
A estremecer-me a homeostase,
Gosto amargo do 'quem sabe?'
A escancarar limitações.
Contento-me com o freio das pulsões
Que me impedem uma ação desmedida,
Pondero cada contrapartida apresentada.
Busco respostas solúveis
Que amansem minha caminhada incerta,
Com a certeza de que certezas são aquelas
Construídas e desconstruídas
Nas experiências da vida.

.

2 comentários:

Franciscus Danton disse...

Este gosto amargo do "Quem sabe?" realmente é muito estranho... A gente nunca sabe se não tentar!

(:

Victor Canti disse...

certeza de algo é o que buscamos, mas no mundo das dualidades isto não existe, precisamos fugir do que não nos vale à alma, partir para o atemporal...