sábado, 1 de novembro de 2008

A busca frenética pela caixa vazia cujo brilho inebria os poros

Andando por ruas desnudas,
Cobertas de arbustos sujos de graxa,
Da calçada saindo a fumaça
Cuja graça atrai quem passa,
Busco o invisível, o calor instransponível
Que penetra-me os poros abertos
E persegue os poros fechados,
Veementemente recusa-se
A sair de braços cruzados sem nada,
Deita-se na calçada e se lança ao aguardo.
O tempo avisa que a lentidão está a caminho,
Vem de carona com os espinhos,
Rumo à erva daninha que provoca com ironia
O fiel escudeiro da caixa vazia.
O escudeiro levanta-se e despede-se da calçada,
Avança o alambrado e se lança no penhasco
Onde embaixo irá encontrar um pote repleto de mistério,
Espera ancorar-se em seu conteúdo
Cujo sério risco é de cativar-lhe.

2 comentários:

Franciscus Danton disse...

Aham! Pois é né! ¬¬

hahahahahahhahaha

Adoro!!

(:

Victor Canti disse...

caramba, ta muito louco, profundo e surrealista... gostei!!