quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Conscientização

Encheu o copo de ilusão,
Transbordou o cálice de imaginação
E bebeu vorazmente o licor
Do amor sem cor.
Buscou beijos sem sabor
E provou o torpor dos pés
Cujo furor se findou
Com o arremesso do sonho cru
Pela janela aberta.
Se alimentou da comida alheia
E se algemou na cadeia da dor,
Até notar ser temor
O reflexo de sua imagem
Ao espelho do banheiro sem pudor.
Olhou em seus próprios olhos
E fitou-os intensamente,
Até os olhos comunicarem
Que por toda dor que sente
És a culpada mais fiel e conivente.

2 comentários:

Franciscus Danton disse...

A gente muitas vezes somos os próprios culpados... Mas os sonhadores arriscam... Ficar parado não podemos!

(:

Victor Canti disse...

todo o mistério está em si mesmo, se sentimos dor, temos o remédio para ela, e tb podemos evitar que apareça, podemos ser felizes, sempre, por mais difícil que seja na prática, estar consciente ja é um bom começo..
perfeito!!