uma palavra vem à mente...é explicitada...em seguida aparecem as outras numa tentativa de dar nomes a sentimentos.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Quiçá

Quiçá um dia
O vendaval se vá
E a calmaria se instale
Neste mar de apatias infindáveis.
Voláteis são os rumos de nossos passos
Em conjunto discrepante,
Sem rumo sob a estante de sonhos mortos.
O realce do vazio deste corpo sólido e frio
Explicita a fantasia de ter de volta
O colorido de sua vida,
Expulsar o torpor do dia-a-dia
E abrir os braços pro amor
Que em sonho a inebria,
Para que aqueça o inverno impenetrável
De seu coração solitário.

.

2 comentários:

Franciscus Danton disse...

Um dia virá... O dia virá! Não só quiçá... Deveras virá!

(:

Victor Canti disse...

fez-me lembrar dos tempos de criança, em que este amor "não era necessário", tudo era fantasia e na fantasia tudo era possível, poderíamos ser felizes o quanto a imaginação alcançasse.. bons tempos...rs
hoje nos deparamos com outra "realidade", o que precisamos fazer para moldá-la, renová-la, aprimorá-la..?!
bjs